Em meio a problemas climáticos em áreas produtoras de trigo nos EUA, os produtores deverão diminuir a área de plantio nesta nova temporada. Como resultado desse cenário, o preço subiu na bolsa de Chicago. Nesta terça-feira (31/3), os contratos do cereal com entrega para maio subiram 1,52%, a US$ 6,1625 o bushel.
Há meses, os relatos apontam para uma piora nas condições de safra de trigo nos Estados Unidos, com chuvas abaixo da média nas principais regiões produtoras do país.
Em função desse quadro, os produtores deverão semear 17,6 milhões de hectares na safra 2026/27, segundo projeção divulgada hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), feita a partir de pesquisas com produtores locais. Em fevereiro, o órgão americano indicou que a área seria de 18 milhões de hectares, com um cálculo que levou em conta dados estatísticos. O número atualizado também fica abaixo dos 18,33 milhões de hectares plantados na safra 2025/26.
Soja
A soja também avançou em Chicago, mesmo com dados positivos sobre o plantio da safra 2026/27 nos EUA. Os lotes com entrega para maio subiram 0,97%, para US$ 11,71 o bushel.
Os produtores americanos deverão semear 34,2 milhões de hectares de soja no ciclo 2026/27, segundo o USDA. Esse número ficou ligeiramente superior aos 34 milhões de hectares esperados pelo departamento em fevereiro, com levantamento realizado com base nos dados estatísticos. Na temporada 2025/26, o plantio de soja no país chegou a 32,86 milhões de hectares.
Para Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, devido à instabilidade geopolítica atual, os preços dos grãos por muitas vezes ignoram outros fundamentos de mercado, como o aumento da área plantada com soja nos EUA, por exemplo.
Milho
As cotações do milho sofreram pouca oscilação no pregão, a despeito de números favoráveis para a safra dos EUA. Os lotes com entrega para maio subiram 0,44%, a US$ 4,5775 o bushel.
O Departamento de Agricultura dos ajustou para cima sua previsão para o plantio de milho no país em 2026/27, saindo de 38,04 milhões de hectares estimados em fevereiro, para 38,5 milhões de hectares no relatório de hoje. Apesar disso, essa área será menor que os 40 milhões cultivados no ano passado.
Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)