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União Cacoalense não consegue decolar no Campeonato Rondoniense

Raposa até tenta, mas a vitória continua tratando o torcedor como visita que nunca confirma presença

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União Cacoalense não consegue decolar no Campeonato Rondoniense

A noite de quarta-feira, 4 de fevereiro, desenhada para marcar a reação do União Cacoalense no Campeonato Rondoniense. Portões abertos, expectativa renovada e aquela fé quase teimosa de quem vai ao estádio disposto a, enfim, comemorar.

O enredo, no entanto, preferiu manter a coerência cruel das últimas rodadas. Antes mesmo do apito inicial, o clima já flertava com o improvável.

O elenco da casa realizava o aquecimento diante de arquibancadas atentas, enquanto o Ji-Paraná ainda lutava contra um contratempo na BR-364, provocado por um acidente que atrasou a chegada da delegação. O visitante demorou, mas apareceu. A esperança do torcedor, essa, chegou pontualmente — e saiu mais cedo.

Às 19h30, depois de longa espera, a bola finalmente rolou. Em campo, duas equipes cautelosas, erros de passe em profusão e criatividade em regime de economia. A Raposa tentava empurrar o jogo, mas esbarrava na ansiedade e na conhecida dificuldade de transformar boa vontade em efetividade.

Quando o relógio apontou 33 minutos da etapa final, veio o golpe. Palácio, do Ji-Paraná, encontrou espaço na área, girou com rapidez e finalizou de perna esquerda. A bola morreu no fundo da rede. Simples, direto e dolorosamente eficiente. O 1 a 0 bastou.

O União ainda buscou reagir, empurrado mais pelo coração da arquibancada do que pela lucidez tática. Faltou precisão, sobrou nervosismo. Ao apito final, o que se viu foi a repetição de um roteiro que o torcedor conhece de memória — e que ninguém gostaria de rever.

Os números passam a falar alto demais para serem ignorados. A equipe soma derrotas em sequência, poucos gols marcados e uma produção ofensiva que transforma cada chance em um exercício de paciência coletiva. A classificação começa a se distanciar com a elegância fria de quem não pretende esperar.

Resta ao fiel torcedor a pergunta que ecoa, incômoda, pelas cadeiras do estádio: até quando o grito de gol seguirá ensaiado, mas nunca apresentado?

As informações são do repórter Matheus Afonso, da TV Suruí Cacoal



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