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UNIR resgata em Cacoal a história dos “malaeiros” da SUCAM e combate às endemias em Rondônia

Projeto de extensão “O Exército Invisível” terá documentário, exposição fotográfica e relatos de antigos trabalhadores que enfrentaram malária e outras doenças em regiões remotas do estado

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UNIR resgata em Cacoal a história dos “malaeiros” da SUCAM e combate às endemias

Uma história marcada por coragem, isolamento e pelo enfrentamento às doenças tropicais que atingiram Rondônia durante décadas será resgatada em Cacoal. O projeto de extensão “O Exército Invisível” realiza, no dia 8 de setembro, a partir das 19h30, no auditório central da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), uma programação dedicada à memória dos trabalhadores que atuaram no combate às endemias no estado, especialmente nas décadas de 1970, 1980 e até meados dos anos 1990.

A iniciativa pretende apresentar às novas gerações e relembrar aos pioneiros a trajetória dos trabalhadores ligados à antiga SUCAM, instituição que teve papel importante no enfrentamento da malária e de outras doenças tropicais em Rondônia.

Conhecidos popularmente como “malaeiros”, esses profissionais percorriam algumas das regiões mais remotas do estado levando equipamentos e materiais utilizados no trabalho de combate às endemias. O apelido surgiu por causa das tradicionais malas de cor parda utilizadas pelas equipes durante as atividades.

O acadêmico de Direito Saulo, que participa do projeto de extensão, explicou à TV Suruí que a proposta é recuperar uma parte importante da história de Rondônia e reconhecer aqueles que estiveram diretamente na linha de frente contra doenças que marcaram o processo de ocupação e desenvolvimento do estado.

Segundo ele, eram trabalhadores que chegavam a localidades distantes e enfrentavam condições difíceis para desenvolver as ações de saúde.

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Os heróis que evitaram milhares de mortes no inicio da colonização rondoniense

Durante a entrevista, Saulo definiu esses profissionais como verdadeiros heróis.

“Heróis de verdade, que não usavam capa, mas usavam malas”, afirmou ao falar sobre os chamados malaeiros.

Documentário, fotografias e relatos de quem viveu essa história

A programação preparada para o evento contará com exibição de documentário, reunindo histórias de antigos trabalhadores, além de uma mesa-redonda com a participação de pessoas que vivenciaram aquele período.

Parte dos sobreviventes dessa trajetória deverá estar presente para compartilhar experiências e responder perguntas do público.

O evento também contará com uma exposição fotográfica, permitindo uma viagem pela memória do trabalho realizado no combate às endemias em Rondônia.

De acordo com os organizadores, o acervo reunido pelo projeto é amplo e ajuda a dimensionar não apenas a importância histórica dessas equipes, mas também as dificuldades enfrentadas por quem precisava chegar a áreas remotas para desenvolver ações de saúde.

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Documentário, fotografias e relatos de quem viveu essa história

A proposta é concentrar, durante a programação, imagens, depoimentos e registros capazes de preservar a memória desses trabalhadores e aproximar as novas gerações de uma realidade que marcou profundamente Rondônia.

Para muitos pioneiros de Cacoal e de outras cidades rondonienses, o nome SUCAM permanece diretamente associado ao período em que o combate à malária e às doenças tropicais fazia parte do cotidiano de milhares de famílias.

Agora, essa história volta ao centro das atenções por meio do projeto “O Exército Invisível”.

A apresentação acontece terça-feira, 8 de setembro, às 19h30, no auditório central da UNIR, em Cacoal, e o convite é aberto à população de Cacoal e região.


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Nelson Salles da Redação

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