O CEO da Meta está no centro de um julgamento histórico nos Estados Unidos. A discussão vai além da tecnologia: plataformas como Instagram teriam sido desenhadas para estimular uso compulsivo — especialmente entre adolescentes.
Mas o que isso significa, na prática, para a saúde mental?
Embora “vício em smartphone” ainda não seja um diagnóstico formal no DSM-5 ou no CID-11, a ciência já descreve padrões claros de perda de controle, sofrimento emocional e prejuízo funcional associados ao uso excessivo de celular e redes sociais.
Estudos mostram que o uso compulsivo ativa circuitos de recompensa no cérebro — especialmente o sistema dopaminérgico — mecanismo semelhante ao observado em outras dependências comportamentais. Em jovens, pesquisas publicadas no JAMA associam padrões compulsivos a maior risco de sintomas depressivos e ideação suicida.
O documentário The Social Dilemma, da Netflix, trouxe esse debate ao grande público ao explicar como algoritmos utilizam reforço intermitente (notificações, curtidas, vídeos curtos) para manter o engajamento contínuo.
Mas é importante diferenciar:
• Uso frequente não é sinônimo de dependência;
• Tempo de tela isolado não define patologia;
• O que importa é a perda de controle, o prejuízo na rotina e o sofrimento emocional.
Quando o uso de celular e redes sociais começa a afetar sono, estudos, trabalho, relações familiares ou saúde mental, é hora de avaliar com cuidado.
No Hospital Santa Mônica, o cuidado é estruturado em dois níveis:
Atendimento ambulatorial (primeira linha para a maioria dos casos):
• Avaliação psiquiátrica especializada;
• Psicoterapia estruturada;
• Manejo de ansiedade, depressão ou transtorno por uso de substâncias associados;
• Plano individualizado de reorganização de hábitos digitais.
Internação psiquiátrica (apenas para casos graves e com indicação médica):
• Risco de autoagressão ou ideação suicida;
• Episódios depressivos graves;
• Desorganização comportamental importante;
• Comorbidade com dependência química;
• Falha terapêutica ambulatorial repetida.
Internação não é medida disciplinar. É recurso terapêutico indicado quando há risco ou prejuízo clínico significativo.
Se você percebe sinais de sofrimento relacionados ao uso de celular ou redes sociais, buscar avaliação especializada pode fazer diferença.
Saiba mais na matéria completa que contou com a colaboração do psicólogo do Hospital Santa Mônica, Antonio Chaves Filho e entenda quando é hora de procurar ajuda.
Como as telas estão moldando seu cérebro e VOCÊ NEM PERCEBE | Mente Conectada
Você já parou para pensar que seu cérebro pode estar sendo reprogramado todos os dias… pelo seu celular?
Neste episódio da série Mente Conectada, a neuropediatra Dra. Márcia Hartmann Franco, diretora de qualidade médica do Hospital Santa Mônica, explica como a tecnologia impacta o cérebro — especialmente o dos adolescentes — e dá dicas práticas para um uso mais saudável das telas.
Entenda: Por que as redes sociais “viciam”
- O que acontece com seu cérebro quando você passa horas online;
- Como prevenir problemas de sono, foco e ansiedade;
- A tecnologia não é a vilã. O segredo está em COMO você usa;
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Atenciosamente,
Equipe Hospital Santa Mônica