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UTI 02 do Hospital Regional de Cacoal segue funcionando, afirma Sesau

Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece situação após circulação de informações sobre suposta interrupção do serviço; mudanças administrativas também ocorreram nas unidades hospitalares de Cacoal

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Edilton Oliveira falou abertamente sobre o assunto

A UTI 02 do Hospital Regional de Cacoal (HRC) não está paralisada e segue funcionando normalmente, conforme esclarecimento da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau). A informação oficial contraria manifestações e conteúdos que circularam nos últimos dias sugerindo que o serviço teria sido interrompido ou cancelado.

O assunto ganhou repercussão em Cacoal e provocou preocupação porque o Hospital Regional integra uma estrutura de saúde estratégica para pacientes de 34 municípios da macrorregião 02.

O secretário de Estado da Saúde, Edilton Oliveira dos Santos, esteve no programa Comando na TV, da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, onde tratou da situação e esclareceu informações relacionadas ao funcionamento da unidade que havia recebido muitas críticas, inclusive de alguns membros do legislativo municipal, durante a sessão ordinária da última segunda-feira, 31 de agosto.

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UTI 02 do Hospital Regional de Cacoal - Foto da Sesau Rondônia

Segundo as informações repassadas pela Sesau, não ocorreu a anunciada paralisação da UTI 02. “Tratar o serviço como fechado ou paralisado, diante da situação oficialmente apresentada pela Secretaria, não corresponde à realidade que estamos vivendo neste momento”, pontuou Edilton Oliveira ao O Minuto Notícia.


ENTREVISTA AO VIVO



O momento também é marcado por mudanças administrativas na estrutura hospitalar de Cacoal.

No Hospital Regional, a alteração está documentada no Diário Oficial do Estado. A Portaria nº 5.062, de 31 de agosto de 2026, assinada pelo secretário Edilton Oliveira, designou o médico Vitor Pereira de Albuquerque para responder interinamente pela

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Imagem registrada pela equipe da Sesau Rondônia e enviada ao O Minuto Notícia

Diretoria Técnica do Hospital Regional de Cacoal, com efeitos a partir da mesma data.

Mudanças administrativas também alcançaram a estrutura do Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro), dentro do processo de reorganização conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde.

As alterações de comando, entretanto, não significam paralisação dos hospitais nem interrupção automática dos serviços prestados à população.

A controvérsia também levanta uma discussão necessária sobre a maneira como informações envolvendo saúde pública são divulgadas.

Fiscalizar o Governo do Estado, cobrar explicações da Sesau e apontar eventuais problemas nos hospitais são atribuições legítimas de representantes políticos, da imprensa e da própria sociedade. Mas existe diferença entre fiscalização e divulgação de uma informação sem a devida confirmação.


UMA DAS COBRANÇAS


Quando se fala em fechamento ou paralisação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a responsabilidade deve ser ainda maior.

Uma informação dessa natureza provoca apreensão em pacientes, familiares e profissionais da saúde, principalmente porque o complexo hospitalar de Cacoal é referência regional e atende moradores de dezenas de municípios.

Por isso, declarações políticas não podem substituir a apuração dos fatos.


MAIS COBRANÇAS



Da Redação

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A repercussão criada em torno da suposta paralisação da UTI também abre espaço para questionamentos sobre eventual utilização política do episódio.

Nos últimos dias, críticas direcionadas à gestão estadual e particularmente ao secretário Edilton Oliveira ganharam espaço no debate regional. O problema surge quando a disputa política ultrapassa a crítica administrativa e passa a apresentar como fato uma situação que, segundo o esclarecimento oficial da Sesau, não ocorreu.

É legítimo cobrar Edilton Oliveira. É legítimo cobrar o Governo de Rondônia. Também é legítimo que vereadores fiscalizem, denunciem problemas e exijam melhorias.

O que não contribui para a população é transformar uma questão extremamente sensível, como o funcionamento de uma UTI, em instrumento de disputa política sem que as informações estejam devidamente verificadas.

Até o momento, a posição apresentada pela Secretaria de Estado da Saúde é objetiva: a UTI 02 do Hospital Regional de Cacoal permanece funcionando.

E diante de versões conflitantes, a população merece fatos, documentos e esclarecimentos — não alarde.





Nelson Salles da Redação

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