
A descentralização dos serviços de saúde pública, a ampliação das consultas especializadas e a realização de cirurgias eletivas mais próximas da população estão entre as principais diretrizes previstas para o governo de Marcos Rogério (PL), que assumirá o comando de Rondônia em 6 de janeiro de 2027.
Em entrevista ao programa Comando na TV, da TV Suruí, o cirurgião-dentista e gestor de saúde Marco Aurélio Blaz Vasques, integrante da equipe de transição do governador eleito, apresentou detalhes dos trabalhos preparatórios e abordou as expectativas para a saúde pública estadual a partir do próximo ano.
Vasques explicou que integra o grupo de 22 representantes indicados pelo governador eleito, sob a coordenação do deputado federal Lúcio Mosquini. Os trabalhos foram divididos por áreas temáticas, com o objetivo de levantar informações sobre a estrutura administrativa do Estado.
Na área da saúde, a equipe está examinando a situação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), incluindo contratos, processos administrativos e outras informações necessárias à elaboração de um diagnóstico da rede pública.
“Nossa missão é apresentar uma fotografia, um relatório da situação para que o governador eleito possa definir sua equipe de governo e as primeiras ações”, explicou.
Segundo Vasques, Marcos Rogério tem destacado a saúde como uma das prioridades de sua futura administração e pretende acompanhar diretamente as questões relacionadas ao setor desde o início do mandato.
Durante a entrevista, foi destacada a importância de Cacoal como polo de referência da segunda macrorregião de saúde de Rondônia. O município abriga duas importantes unidades estaduais: o Hospital Regional de Cacoal (HRC) e o Hospital de Urgência e Emergência Regional de Cacoal (Heuro), responsáveis por atendimentos a pacientes de diferentes municípios.
Questionado sobre as perspectivas de ampliação dos serviços na região, Vasques ressaltou que a regionalização está entre os compromissos apresentados no plano de governo de Marcos Rogério.
“A ideia é descentralizar as ações, cirurgias eletivas e consultas especializadas, para que diminua o trânsito de pessoas indo para Porto Velho e gerando custos altíssimos”, afirmou.
O integrante da transição observou que, em determinadas situações, o transporte de pacientes do interior para a capital pode representar despesas superiores ao custo de oferecer o atendimento especializado na própria região.
Além de Cacoal, municípios como Pimenta Bueno e Guajará-Mirim foram mencionados na entrevista como exemplos de localidades que podem ser contempladas pela estratégia de descentralização.
A proposta de regionalização busca reduzir a dependência de Porto Velho para consultas, exames e procedimentos cirúrgicos, aproveitando e fortalecendo estruturas de saúde existentes no interior.
O plano apresentado pelo governador eleito prevê medidas de reorganização da assistência, fortalecimento de unidades hospitalares regionais e ampliação dos serviços especializados. Entretanto, a execução dessas propostas dependerá das decisões administrativas, da capacidade operacional e dos recursos disponíveis à nova gestão.
Vasques ressaltou que sua participação na transição está concentrada no levantamento de informações e na elaboração de subsídios técnicos, não cabendo a ele antecipar decisões que serão tomadas pelo governador.
Com a posse prevista para 6 de janeiro de 2027, a equipe trabalha para oferecer ao futuro chefe do Executivo estadual um diagnóstico da situação encontrada na administração pública.
A expectativa apresentada por Vasques é de que as informações levantadas permitam estabelecer prioridades e orientar medidas para melhorar o funcionamento da rede estadual de saúde.
Para Cacoal e os demais municípios do interior, a regionalização representa uma possibilidade de ampliar o acesso aos serviços especializados. A efetiva expansão, contudo, dependerá da transformação das propostas de campanha em ações concretas.
Nelson Salles da Redação
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