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Vendas de máquinas agrícolas recuam 16,4% em receita no 1º trimestre

Flutuações no câmbio são os principais fatores para o menor volume de negócios, afirma a Abimaq

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Segundo a Abimaq, queda no dólar está diminuindo a rentabilidade do produtor, desacelerando o investimento em máquinas — Foto: Agrishow/Flickr/Divulgação

A receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no primeiro trimestre caiu 16,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), para um total de R$ 12,8 bilhões. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (29/4), na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Para Pedro Estêvão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, as flutuações no câmbio são os principais fatores para o menor volume de negócios. “A queda no dólar está diminuindo a rentabilidade do produtor, desacelerando o investimento em máquinas, que é alocado no custeio da safra”, disse.

Já em março, a receita líquida total subiu 9,4% quando comparado a fevereiro, com R$ 4,7 bilhões negociados em máquinas e implementos agrícolas.

No mercado doméstico, segundo Leonardo Silva, coordenador de economia da Abimaq, a política monetária contracionista segue pressionando negativamente as receitas de vendas de máquinas e equipamentos. No primeiro trimestre, a receita interna para máquinas agrícolas caiu 19,9% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, em R$ 10,6 bilhões.

Já entre as importações de máquinas específicas ao agronegócio, o cenário no trimestre é de queda nas compras, em 5,3%. Em março, no entanto, o aumento na importação é de 12,2%, motivados pela valorização do real em frente ao dólar.

A China segue sendo a maior origem das importações brasileiras. Hoje, o mercado chinês representa 35,7% das compras brasileiras, avanço de 9,1% no primeiro trimestre.

Já as exportações brasileiras de máquinas agrícolas tiveram alta expressiva, em 20,6% no primeiro trimeste. No entanto, o volume é explicado, de acordo com Bastos, pela venda de pacotes de máquinas que não foram negociadas no mercado interno.

Por Luiz Eduardo Minervino — São Paulo


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