O início de 2026 segue impondo desafios aos moradores da zona rural de Cacoal (RO). Na manhã desta terça-feira, dia 25 de fevereiro, a equipe de reportagem da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, registrou imagens aéreas na região da ponte do Rio Pirarara, na linha 7, evidenciando que o leito do rio já não comporta o volume de água em alguns pontos.
As imagens captadas durante as chuvas desta manhã mostram o rio fora da caixa em diversos trechos, invadindo passagens de propriedades rurais vizinhas. Apesar do cenário de transbordamento, o comportamento do Pirarara hoje foi considerado mais tranquilo em comparação ao registrado no último fim de semana.
Na ocasião anterior, um ponto próximo ao local chegou a ficar completamente encoberto pela água por dezenas de metros, impedindo a travessia de motoristas. Em determinado momento, uma residência ao fundo das imagens aparece sob risco iminente de ser atingida pela enxurrada — retrato que tem se tornado cada vez mais frequente na chamada capital do café neste início de ano.
No dia 15 de fevereiro, a equipe também flagrou outra inundação, desta vez no setor Prosperidade, linha E. Naquele fim de semana, embora a correnteza fosse mais branda, moradores ainda se arriscavam a atravessar a via com água sobre a estrada — prática que, como se sabe, costuma terminar mal quando a imprudência resolve testar a força da natureza.
Os registros de danos provocados pelas chuvas na zona rural são numerosos, mas a dimensão exata dos prejuízos ainda é desconhecida. Isso porque, segundo apurado, a Secretaria de Agricultura não tem respondido aos comunicados sobre as ocorrências nas comunidades rurais.
De acordo com o Centro de Monitoramento Meteorológico, entre 8h e 11h desta terça-feira foram registrados cerca de 3 milímetros de chuva em Cacoal. Embora o volume isolado pareça modesto, a persistência das precipitações sobre o solo já saturado tem potencializado alagamentos e elevação dos rios.
Análises de satélite e mapas de precipitação indicam uma densa massa de nuvens cobrindo a faixa que vai de Ji-Paraná (RO) até o estado do Mato Grosso. Os pontos mais críticos concentram-se no eixo entre Cacoal, Ministro Andreazza, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste, estendendo-se até as proximidades de Vilhena.
A previsão para o restante da última semana de fevereiro aponta continuidade das pancadas de chuva em toda a região, mantendo o estado de atenção para produtores rurais e moradores ribeirinhos.
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