
A corrida pré-eleitoral ao Governo de Rondônia começa a desenhar, ainda nos bastidores, um cenário de contrastes políticos entre os principais nomes que articulam espaço para a disputa de 2026. Enquanto alguns pré-candidatos conseguiram atravessar a semana sem grandes desgastes públicos, concentrando esforços em agendas estratégicas e fortalecimento regional, outros acabaram envolvidos em embates locais, ruídos políticos e desconfortos que já provocam reflexos no ambiente eleitoral.
Entre os nomes que passaram pela semana de forma mais confortável aparecem o senador Marcos Rogério, do PL, e o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, do União Brasil. Ambos mantiveram agendas voltadas ao interior do Estado e evitaram crises públicas de maior repercussão. Fúria enfrenta Fogo Amigo - Relembre Clicando Aqui

Marcos Rogério reforçou o discurso já tradicional de proximidade popular e presença regional. Em publicação recente, o senador destacou viagens por diferentes municípios de Rondônia e enfatizou o contato direto com a população.
Já Hildon Chaves concentrou esforços em agendas ligadas ao agronegócio e ao desenvolvimento regional. Durante visita ao município de Jaru, acompanhado do deputado Cirone Deiró, o ex-prefeito buscou fortalecer o diálogo com produtores rurais e setores econômicos ligados ao campo.
No sentido oposto, o ex-prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria, do PSD, viveu uma semana marcada por desgaste político e necessidade de administrar crises locais.
Um dos episódios de maior repercussão envolveu acusações feitas por Fúria contra o vereador Amarilson Carvalho, do PL. O ex-prefeito afirmou ter identificado o parlamentar em frente à sua residência, em uma situação que classificou como suspeita e que teria causado preocupação envolvendo a segurança da própria família.
O vereador reagiu negando qualquer prática de monitoramento, contestando as acusações e afirmando ter sido constrangido pela abordagem. Amarilson também desafiou a apresentação de provas e criticou a postura do ex-prefeito.
Além disso, Fúria voltou ao centro do debate político em Cacoal após novas declarações do atual prefeito Tony Pablo sobre a situação fiscal do município e questões relacionadas a precatórios.
Em resposta, o ex-prefeito afirmou que a pendência apontada envolvia restos a pagar de aproximadamente R$ 22 mil, relacionados a um precatório já quitado em janeiro deste ano, atribuindo o problema a questões burocráticas no sistema.
Outro ingrediente político que passou a gerar repercussão envolve o nome de Expedito Netto, pré-candidato do PT ao Governo do Estado. Durante entrevista, o petista afirmou acreditar que o ex-senador Expedito Júnior deverá apoiá-lo politicamente, mesmo diante da relação histórica construída entre Expedito e Adaílton Fúria.
A declaração acabou levantando debates nos bastidores políticos sobre alinhamentos, fidelidade partidária e possíveis impactos em alianças futuras, principalmente em um Estado onde o eleitorado conservador ainda possui forte influência.
No mesmo ambiente político, Samuel Costa também reapareceu no debate público tentando apresentar um discurso mais moderado. Em entrevista recente, afirmou ter amadurecido politicamente e defendido menos conflitos ideológicos.
No pano de fundo de toda essa movimentação, o cenário eleitoral de Rondônia segue demonstrando que, mesmo distante oficialmente das urnas, a disputa já entrou em ritmo acelerado nos bastidores. E, na política, semanas tranquilas muitas vezes acabam valendo mais do que discursos inflamados.
Com informações e imagens do Rondônia Dinâmica
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!