
Rondônia se prepara para um marco inédito na saúde e na medicina do estado. Pela primeira vez, um paciente atendido na rede pública estadual deverá receber a aplicação de polilaminina, substância experimental brasileira estudada pelo seu potencial no tratamento de lesões da medula espinhal. Saiba mais na publicação da UFRJ.
O paciente sofreu um trauma de coluna torácica e foi submetido a procedimento cirúrgico no Hospital Regional de Cacoal, conduzido pelo médico neurocirurgião e atual secretário de Estado da Saúde de Rondônia, Dr. Edilton Oliveira dos Santos.
Após avaliação do quadro, o paciente apresentou as condições clínicas necessárias e cumpre os critérios e protocolos estabelecidos para a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro caso de Rondônia apto a receber o medicamento experimental.

A polilaminina é resultado de décadas de pesquisa brasileira e vem sendo investigada como uma possível alternativa para pacientes com trauma raquimedular. Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança da aplicação em pacientes com lesão medular aguda. Entre os critérios definidos para essa etapa estão lesões torácicas específicas, indicação cirúrgica e aplicação dentro de uma janela clínica determinada após o trauma. Confira a publicação da Anvisa

A pesquisa é liderada pela Prof.ª Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que há mais de duas décadas conduz estudos relacionados à laminina e à regeneração do tecido nervoso. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da polilaminina e para o avanço da pesquisa até a etapa de estudos clínicos em seres humanos, tornando-a uma das principais referências científicas do programa.
Para o secretário de Estado da Saúde e neurocirurgião responsável pela cirurgia, Dr. Edilton Oliveira, o caso representa a união entre atendimento rápido, capacidade técnica e acesso à inovação.
“Estamos diante de uma possibilidade que há poucos anos parecia muito distante. Esse paciente chegou, recebeu a assistência necessária, foi operado e, por preencher os critérios estabelecidos, poderá ter acesso a uma tecnologia que hoje está entre as pesquisas mais importantes do país para lesão medular. Existe esperança, mas precisamos agir com responsabilidade, respeitando a ciência, os protocolos e acompanhando cada etapa da evolução desse paciente”, destaca Dr. Edilton.
A expectativa em torno da polilaminina está relacionada ao seu potencial de favorecer processos envolvidos na regeneração do tecido nervoso. Dados preliminares divulgados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontam evolução neurológica em parte dos pacientes anteriormente acompanhados, mas os pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos mais amplos para determinar sua eficácia.
Por isso, o caso de Rondônia será acompanhado de forma criteriosa. A aplicação não representa garantia de recuperação, mas abre uma possibilidade até então inédita para um paciente do estado que atende aos requisitos necessários para receber a substância.
Ciência, agilidade e esperança

As informações são da assessoria de comunicação da Sesau de Rondônia
A realização do procedimento em Rondônia representa também um avanço na capacidade da rede estadual de responder a casos de alta complexidade. Desde o atendimento inicial, passando pela cirurgia e avaliação da elegibilidade para a polilaminina, diferentes profissionais e serviços atuam de maneira integrada para que todas as etapas sejam cumpridas dentro dos protocolos técnicos e de segurança.
“Nosso primeiro compromisso é com a vida. Depois, é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, dentro da medicina, da ciência e da segurança, para oferecer ao paciente a melhor possibilidade existente. Rondônia estar inserida nesse momento da medicina brasileira mostra que podemos aproximar inovação e assistência de quem precisa”, reforça o secretário.
Com a primeira aplicação prevista no estado, Rondônia passa a fazer parte de um capítulo importante da pesquisa brasileira sobre lesão medular, levando ao paciente não uma promessa de cura, mas uma possibilidade concreta de acesso à inovação, acompanhada de ciência, responsabilidade e esperança. Isso mostra como o Governo de Rondônia tem se preocupado com a saúde da população rondoniense.
As informações são da assessoria de comunicação da Sesau de Rondônia