
O segurança Márcio Renê dos Santos da Silva, preso desde maio de 2025, será submetido a júri popular pela morte do adolescente João Vitor de Jesus Soares, de 15 anos, ocorrida na portaria da Expo Show Norte, em Ouro Preto do Oeste, durante a saída do evento “Encontro dos Cowboys”. A informação foi publicada pelo site Correio Central.
A decisão, conhecida como sentença de pronúncia, determina que o acusado seja julgado pelo Tribunal do Júri e permaneça preso até o julgamento. Segundo o processo, as partes já foram comunicadas da sentença, que transitou em julgado.
De acordo com as informações apuradas, o disparo aconteceu por volta das 4h05 da madrugada, após uma confusão na saída do evento. O adolescente estava na calçada oposta quando foi atingido.
O juiz entendeu que há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade para que Márcio Renê seja levado a julgamento pelos jurados. Ele responderá por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de porte ilegal de arma de fogo.
Ainda conforme o processo, Márcio possuía apenas o registro de posse da arma, de uso residencial, mas não tinha autorização legal para circular armado em local público.

A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil, concluiu o inquérito após ouvir testemunhas e realizar exames periciais, incluindo laudo balístico, tanatoscópico e de indício. Após análise, o Ministério Público de Rondônia formalizou a acusação por homicídio triplamente qualificado e pelo crime conexo previsto no Estatuto do Desarmamento.
O magistrado também negou o direito de o réu responder ao processo em liberdade. Na decisão, foi mantida a prisão cautelar sob o entendimento de que os fundamentos que justificaram a prisão no início do processo continuam presentes.
O caso ganhou grande repercussão pela gravidade das circunstâncias e pela dor causada à família do adolescente. A acusação aponta que a conduta do segurança, ao portar e disparar uma arma de fogo em meio a um tumulto, transformou uma situação de risco em uma tragédia.
Agora, o destino de Márcio Renê estará nas mãos de sete jurados, cidadãos da comarca que irão decidir, em plenário, se ele será condenado ou absolvido. O julgamento ainda não tem data definida e deverá ocorrer conforme a pauta do Tribunal do Júri.

Nelson Salles da Redação
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